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Dicas

INDEI - Instrumento de Impacto e Inovação

  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

Prospectar, consolidar, transformar dados em insights estratégicos sempre foram desafios para quem deseja produzir informações. As necessidades de análise, discussão e elaboração de políticas, diretrizes, planejamento e decisões no mundo dos negócios, das organizações e dos entes púbicos e privados, dependem da existência de fontes fidedignas e acessiveis.

A análise de impacto das ações desenvolvidas é um importante desafio na formulação da "Nova Economia". Responder à sociedade o quanto determinado valor de investimento retornou em serviços, oportunidades e qualidade de vida a uma população deve ser uma preocução constante e um objetivo a ser perseguido.

É nesse contexto que o INDEI - índice de Ecossistemas de Impacto, lançado nacionamente pelo Impact HUB Brasil, em 04 de março, último, se propõe a ser um importante instrumento para a construção dessa iniciativa de melhor avaliarmos a aplicação de recursos e a sua contrapartida em termos de resultados, parametrizados e cientificamente fundamentados. 

No Instituto Multi fomos muito além da participação no evento. Aceitamos o desafio de analisarmos como a nossa cidade de Maricá se comportou com a aplicação da metodologia do INDEI, considerando as cidades entre 100 mil e 1 milhão de habitantes, e os investimentos no Eixo Econômico - Eixo Socio cultural - Eixo Ambiental, trazendo para este artigo um pequeno resumo desses números:


  1. Nacionalmente, Maricá foi a primeira colocada dentro do Eixo Econômico, ou seja, a partir de critérios como densidade, diversidade, conectividade empresarial, fluidez financeira, geração de riqueza e mercado de trabalho, atingiu nota 6,9 (max.10) e obteve uma correlação 0,37 (PIB x INDEI) moderada - volume de capital não garante sustentabilidade sistêmica. 


O quadro abaixo explica a baixa correlação entre valores investidos e o retorno nos demais Eixos sociocultural e ambiental, o que demonstra certa vulnerabilidade entre os indicadores que constituem o INDEI. Essa é uma realidade muito comum e deve ser encarada como um desafio a ser superado diante do excelente desempenho do Eixo Econômico que a cidade obteve na aplicação da metodologia proposta.

1.1. Resultado Eixo Econômico: forte fluidez financeira (royalties do petróleo gerando disponibilidade de capital público e privado);

 1.2. Resultado Eixo Sociocultural: desafio de conectividade (infraestrutura de inovação-coworkings, incubadoras ainda insuficiente para escalar impacto);

 1.3. Resultado Eixo Ambiental: oportunidade com talentos (investimento em educação e qualidade profissional pode converter riqueza em capital humano)

2. Regionalmente, entre os municípios do Conleste, Maricá se notabiliza pelos resultados do Eixo Econômico, entre os 10 avaliados. Ressaltamos os diferentes resultados apresentados por Eixo, que acaba por influenciar as principais potencialidades ou desafios de cada município na consolidação do INDEI geral.

 2.1. Niterói: equilíbrio entre os três eixos, melhor cidade em qualidade de vida do Estado, porém perdeu 10 posições no ranking estadual por queda em Emprego & Renda (IFDM Firjan);

 2.2. São Gonçalo:  com mais de 1 milhão de habitantes, ilustra a deseconomia de aglomeração: fragmentação geográfica dificulta conexão entre atores do ecossistema. Piores índices do CONLESTE em Educação e Saúde (IFDM 2025); 

 2.3. Teresópolis e Nova Friburgo: cidades médias com alta densidade sociocultural, forte polo educacional. Caíram no IFDM 2025 por piora em Emprego & Renda.

2.4. Rio das Ostras: eixo econômico acima da média impulsionado pelos royalties do petróleo. Desafio no eixo sociocultural revela que o ciclo financeiro ainda não se converteu em capital humano e cultural. Perfil similar ao paradoxo de Maricá, em menor escala.

2.5. Demais Municípios: Possuem alta relevância, apesar de não constarem do INDEI em razão do quantitativo populacional. O desafio aqui é buscar a adoção de políticas regionalizadas para incentivos e ações combinadas, buscando potencializar suas economias, principalmente a agricultura, agropecuária, pesca e o turismo local.

2.6. Governança Colaborativa: o Conleste representa um instrumento natural para a quádrupla hélice (governos + empresas + academia + sociedade civil). Consórcios de impacto podem escalar soluções de gestão ambiental e educação.

2.7. Saneamento Básico: O ROI de saneamento é 4:1 em economia de saúde pública (Economia de até R$ 4,00 em saúde para cada R$1,00 investido em saneamento). Municípios do Conleste com baixos índices ambientais têm nessa infraestrutura alavanca mais urgente.

Por fim, o estudo demonstra que Maricá terá como objetivo estratégico converter royalties em capital sistêmico: investir em infraestrutura cultural e programas de formação de talentos; estimular incubadoras e coworkings para aumentar conectividade empresarial; e ampliar programas de saneamento básico para elevar o Eixo Ambiental. 


O Conleste deverá fortalecer a governança colaborativa a partir de consórcio regional de inovação com a participação de governos, empresas, academia e sociedade civil. 

O estado do Rio de Janeiro terá que ampliar o escopo de avaliação territorial, a fim de desenvolver metodologia para municípios com < 100 mil habitantes, fortalecendo suas economias com as pontecialidades naturais como turismo, agricultura e pesca, bem como fomentar cidades médias como âncoras de desenvolvimento regional.

 
 
 

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